Em Salvador, oficina debate como acolher e cuidar melhor da mulher indígena

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Foi realizada na quinta-feira, 19, na Maternidade Ref. Prof. José Maria de Magalhães Netto, em Salvador (BA), administrada pelo Instituto Hygia, a Oficina de Sensibilização dos Profissionais do SUS no Cuidado Intercultural à Mulher Indígena, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado (SESAB). Para compor o cronograma, estão previstas 16 oficinas até o final de 2018, em maternidades da rede pública do estado.

Com base no registro de diferentes comunidades indígenas, localizadas em 30 municípios da Bahia, o ciclo pretende sistematizar os processos de acolhimento e atenção às necessidades da população indígena, mais especialmente às mulheres. Além dos funcionários da Maternidade de Referência e profissionais vinculados a SESAB, também estiveram presentes: historiadores, antropólogos, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e agentes culturais.

Um Plano de Trabalho foi elaborado com o intuito de expandir e aprimorar a vinculação que já é realizada pela Maternidade de Referência, porém com direcionamento ao atendimento das mulheres indígenas. A gerente assistencial do local, Sélene Nobre, comentou sobre esta, que foi a 1ª edição dentre as Oficinas. “O que tivemos foi de fundamental importância, pois somos referência para os 417 municípios no estado da Bahia. Por isso, precisamos deste curso de atualização e preparo da equipe para acolhermos e seguirmos atentos aos cuidados destas mulheres, com maior segurança, qualidade e humanização”, informou.

“Precisamos levar em conta que o ambiente de hospital não é o habitual para os índios. É pensando nisso que se torna necessária a atenção para essa mulher que sai da sua aldeia para ter um parto de risco, já que somente este fator faz com que ela se desloque até uma unidade de saúde para ter seu bebê”, esclareceu Valderez Aragão, nutricionista e consultora da SESAB.

“Foi estratégico trazer a problemática sobre a interculturalidade aqui para a Maternidade, pois é algo presente na questão indígena e é preciso um olhar bastante sensível, já que existem muitas etnias com formas de pensar e de agir diferentes”, disse André Pereira, do Distrito Sanitário Especial Indígena – Bahia (DSEI-BA), que trabalha com a saúde da mulher e da criança.

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